O NECESSÁRIO

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O NECESSÁRIO

Mas uma só coisa é necessária. Jesus. (Lucas, 10:42) .

Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve...

Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os ângulos do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas, prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.

Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da vida te conduzirá o dinheiro.

Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as consequências de tuas palavras.

Organizarás grande movimento em derredor de teus passos, no entanto, se não construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.

Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.

Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.

“Uma só coisa é necessária”, asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora dedicada e ativa.

Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo o roteiro que nos traçou a Divina Lei. Realizado esse “necessário”, cada acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa posição espiritual de sintonia com o Celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito.

NOSSA REFLEXÃO

O Espírito Emmanuel nos chama a atenção aos nossos deveres perante o mundo, para que nossas ações sejam o mais proveitosas possíveis e nos lembra Jesus Cristo, ao apontar à Marta, o que seria necessário de nossa parte nesse desiderato.

Vivemos no mundo, somos proprietários de bens, responsáveis por funções, segundo nossa formação. Porém, temos um dever maior para com Deus: amar o próximo como a si mesmo. Mas reflitamos sobre onde começa e onde termina esse dever:

O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.[1]

 

Então, com esse compromisso moral, somos chamados a viver no mundo, sem sermos lúgubres, assumindo posições sociais distintas, ora superior, ora inferior. Todavia, sempre com o espírito de irmandade, respeito e empatia para com aqueles e aquelas que convivem ou cruzam o nosso caminho.

Que Deus nos ajude.

Domício.



[1] Vide mensagem do Espírito Lázaro em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVII (Instruções dos Espíritos, Item 7: O dever).

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